Exposição de Máscaras – Casa das Artes

Exposição de Máscaras – Casa das Artes

Um elogio ao Papel, do papel das nossas vidas

O papel da máscara criativa e crítica – uma experiência do 7.º D

Esta nova exposição que se anuncia, esteve patente na sede do Agrupamento em dezembro e janeiro e tratou-se de uma exposição subordinada ao tema O Papel, do papel das nossas vidas.

O trabalho realizado pelos alunos do 7.º D, da professora de Cidadania e Desenvolvimento Esmeralda Fialho, em interdisciplinaridade e a partir de um texto de Alice Vieira, Leandro, O Rei da Helíria, envolveu um vasto conjunto de docentes do conselho de turma do ano letivo 2019-20, a saber, Carla Nobre (Português), Dora Raquel (EDF), Esmeralda Fialho (História), Benta Seita (FQ), Fátima Franca (Matemática), Andreia Carvalho, (CN) e Fernando Lopes (Geografia).

O trabalho que, para além de interdisciplinar, foi desenvolvido para dar corpo ao desenvolvimento de todas as competências do Perfil dos Alunos à Saída do Ensino Secundário, desenrolou-se na metodologia de investigação transdisciplinar, de projeto e conseguiu, a partir de um livro do PNL e de uma escritora de referência, criar passagens para os referenciais da área disciplinar.

Imaginação não faltou às professoras que, mesmo com todas as circunstâncias difíceis impostas pela pandemia, criaram situações de aprendizagem e construção que foram enriquecendo o projeto e que podem agora ser vistas no vídeo editado pela professora Dora Raquel, já partilhado anteriormente e que pode voltar a ser visualizado em baixo.

A história

Quando os Gregos criaram o teatro e a tragédia, fizeram-no sabendo que ela tinha potencial pedagógico e político. O teatro era a manifestação mais democrática de todas, como lembram filósofos e pensadores como Steiner. Todos assistiam, todos refletiam sobre o que ao humano dizia respeito, sem discriminação, por isso o teatro tinha mais de 4000 cidadãos a assistir ao que era do interesse de todos. 

Estas máscaras, que nasceram para representar papéis, tornaram-se o primeiro papel cívico destes alunos que sabem agora que o papel que consumimos na vida pode ser o papel criativo das nossas existências políticas e sociais. Essa criatividade tem que ser, no presente deles, salvar o planeta e inverter esse consumo em arte. Arte de viver, de pensar e de agir. À ação deles assiste uma comunidade que os elogia e reconhece o valor do seu trabalho e dos professores que com eles trabalharam e bem. A coordenadora de Cidadania e Desenvolvimento agradece a todos a lição de cidadania.

A Coordenadora de Cidadania e Desenvolvimento

Isabel Santiago