Dia da Diversidade Cultural e Diálogo para o Desenvolvimento

Dia da Diversidade Cultural e Diálogo para o Desenvolvimento

Por decisão da Nações Unidas em 2002, celebra-se, a 21 de Maio, o “Dia Mundial da Diversidade Cultural e Diálogo para o Desenvolvimento”.

O conjunto das Escolas Públicas do Concelho de Almada*, assinalam este dia através da realização de diversas iniciativas envolvendo a comunidade educativa, sob o lema “A Diversidade é a nossa Força”.

Cerca de 15,000 Alunos do 1º ciclo ao Secundário, 2,000 Professores das Escolas do Concelho irão participar durante o dia em múltiplas atividades, que dão continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo do ano no âmbito do Projeto “Novos Tempos para Aprender “, em particular o relacionado com o tema da “Multiculturalidade e Inclusão”.

No nosso Agrupamento promovemos diferentes atividades ao longo da semana;

  • Todos os alunos escreveram um postal de boas-vindas aos seus colegas estrangeiros. Posteriormente os postais foram distribuídos por esses alunos, nas diferentes escolas do Agrupamento.
  • As nossas escolas foram todas decoradas com as bandeiras das nacionalidades dos seus alunos – ao todo 37 nacionalidades diferentes!
  • Mensagem “bem-vindo” escrito nas diferentes línguas e alguns dos postais redigidos.
  • Com a colaboração da TVAlmada convidamos os nossos alunos estrangeiros a participar num vídeo onde dizem uma mensagem na sua língua materna e exibindo a bandeira do seu pais de origem.
  • No dia 21 de maio recebemos a visita do presidente da União de freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas, o Dr. Ricardo Louçã que visitou a escola sede e tomou conhecimento das atividades desenvolvidas no âmbito do dia da Diversidade.

No decorrer dessa apresentação, tal como durante a semana, para a gravação de uma reportagem para a TvAlmada sobre esta temática e a celebração do Dia 21 de Maio, dois alunos do 12.º LH intervieram não só para dar conta da importância dos valores UNESCO e do trabalho de projeto na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento onde estão permanentemente a ser trabalhados os valores ligados a este dia –  a paz, o respeito pelo diferença, a tolerância com a diferença e os estrangeiro, a solidariedade e a hospitalidade – como foram apresentar à comunidade interna e externa à escola, um projeto que eles mesmos e outros colegas pensaram e concretizam em prol d’Os Indesejados.

Esta turma, a partir de uma reflexão fundamental em torno do testemunho dos excluídos durante o Nacional Socialismo, chegou aos excluídos do nosso tempo e que a escritora Julieta Monginho designou, numa entrevista que lhes deu no passado dia 12 de maio, aqueles que a História torna invisíveis. O projeto, orientado desde o início pelos alunos, tem um Manifesto que já saiu no Jornal da Escola, Mar da Palha, e está divulgado nas várias redes sociais, o mesmo tem como seus seguidores, espaços e relevantes figuras do panorama cultural português. A conceção do Manifesto tem atrás de si um vasto leque de leituras e de trabalho crítico e criativo que também foi publicado no Jornal, tem podcasts e tem publicações sobre refugiados e outros assuntos que ponham em causa os Direitos Fundamentais de qualquer ser humano. O projeto prossegue com a organização de um conjunto de conferências que ainda vão ter lugar e de que se produzirão textos e ainda um trabalho com as crianças de duas turmas do 1.º ciclo. O projeto, até pelo conhecimento científico que lhe dá forma, garante que mais do que níveis de consciencialização e preocupação com o Outro, que é esquecido ou enfraquecido pela nossa indiferença ética, supõe um nível de intervenção social muito grande e que permanecerá depois de saírem da escola, dado que estes alunos, são  também Mentores Mais dos colegas da mesma área de estudos do 10.º ano. Configuram-se como alunos exemplares, mas na celebração deste dia, mais importante ainda, foi todos terem percebido que são cidadãos indispensáveis, pela palavra e pela ação, para a construção de um mundo que afirme a natural multiculturalidade de que todos somos tecidos, da pele que nos cobre à linguagem que pinta de todas as cores o nosso pensamento.

A Escola agradece-lhes todos os elogios que têm colhido por onde têm divulgado o seu trabalho intelectual e cidadão e pede a todos os que nela estudam  que, a par da excelência académica que procuram, desenvolvam pela sua ação este tipo de virtudes que a tornam uma morada de pessoas de bem e capazes de o realizar. O conhecimento adquirido deve transformar o nosso olhar e sentimento do outro. O conhecimento torna e pode tornar cada ser humano num ser humano diferente para os diferentes.